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sábado, 12 de janeiro de 2013

Relembrar ainda o Holocausto...

                                  O Leitor
Para além de livros, como O Rapaz do Pijama às riscas, de John Boyne ou de O Diário de Anne Frank (ambos com filme), este livro de Bernard Schlink fala da leitura, do amor e da partilha de um segredo que envolve a leitura. No dia 27 de janeiro, as escolas e, em particular as bibliotecas, devem relembrar o que foi o Holocausto, para que este nunca mais se repita. 

Da wikipédia:

"Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael.
Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.

Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra foi adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio de Literatura do Die Welt."

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

E porque é Natal...

Charles Dickens



Comemora-se em todo o mudo o bicentenário deste escritor. Aqui, em Alcochete, o 3º ciclo e Secundário viram episódios de Oliver Twist, leram a biografia em Português e em Inglês e escreveram (crítica de filme).
Em "Um Cântico de Natal", Dickens escreveu um dos melhores contos de Natal de sempre. Podem ler este excerto que antecede a vinda dos três fantasmas que vão mostrar a Scrooge por que é importante comemorar o Natal, a amizade e as tradições religiosas que juntam as famílias. Uma lição de vida, para uma personagem que foi mais tarde recuperada pelo Walt Disney, quando criou o seu Tio Patinhas (Scrooge).

O excerto:
“– O Natal um disparate, tio! – exclamou o sobrinho de Scrooge. – O senhor não quis, com certeza, dizer isso!
– Digo-o – replicou Scrooge; – Feliz Natal! Com que direito pode ser-se feliz? Que razão para isso? Para mais, pobre como é!
– Ora, ora! – disse o sobrinho com bom humor.
– Mas então com que direito pode estar triste? Que razão tem para sentir-se lúgubre? Para mais, rico como é!
Scrooge, falho de melhor resposta no momento, repetiu:
– Bah! Bah! – e tornou a acrescentar: – Disparates!
– Não fique de mau humor, tio – disse o sobrinho.
– Como hei-de eu ficar – replicou o tio –, se vivo num mundo de doidos como este? Essa é boa do Feliz Natal: que representa a mais essa época do Natal do que um tempo de letras a pagar sem dinheiro, um tempo para se ficar um ano mais velho e nem uma hora mais rico, um tempo para fazer o balanço aos nossos livros e ver voltarem-se contra nós doze meses decorridos sem qualquer lucro? Se fosse eu quem mandasse – acrescentou Scrooge num tom indignado –, qualquer
imbecil que aparecesse com isso do Feliz Natal nos lábios iria para o lume com o seu próprio pudim e seria sepultado com um ramo de azevinho enterrado no coração...sim, falo a sério!
– Tio! – disse o sobrinho com ar suplicante.
– Sobrinho! – replicou o tio com ar severo –, arranje o seu Natal como quiser e deixe-me arranjar o meu.”
O último filme a partir deste belo texto:

sábado, 24 de novembro de 2012

REGINA PESSOA


Para começo de partilhas escolhemos a imagem, a palavra, o movimento a poesia.


Regina Pessoa, nasceu em Coimbra em 1969 e licenciou-se em pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 1998.
Desde cedo dedica-se à animação. Dos seus vários trabalhos destacamos     “ História Trágica com Final Feliz”



Um Livro e um Filme. Segundo as suas palavras; “este livro começou por ser um filme. Inspira-se nos mistérios e na poesia que se escondem nos pequenos dramas de vidas aparentemente banais. Algumas pessoas são diferentes e tudo o que desejam é ser iguais a toda a gente, misturam-se deliciosamente na multidão. Umas lutam por isso, negando ou abafando essa diferença. Outros assumem-na, elevam-se e conseguem por fim um lugar... no coração.”